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| SIPAT - Novembro/ 2010 |
Plataforma Poética divagante para a despoesia do segmento à margem. Ou à margem do centro. Núcleo de pluralidades narrativas. Do drama patético dos costumes ao requinte elaboradíssimo dos mestres. Um mafuá.
sábado, 27 de novembro de 2010
PAD - Profusão Aparentemente Desconexa
Mercado escola amola esfola esmola faca fuzil glote glúteo nádega grega pavor horror torpor aula professor velho amigo carteira frente trás traz frente leva busca rede baixa carrega conteúdo cruz Gólgota forma norma cama carma Xico Chica vermelha agredida sangue mediúnico único menina saia curta cinema entrada longa curta caminhada nada tudo aula grega horário formulário caneta cometa buceta gaveta abre fecha abre fecha vacila estica pinica entope preenche roupa armário espaço cavidade moda casa casar comida gaveta cobertor cobertura pamonha vergonha cegonha vôo bebê azul vacila anil febril nascer dia branco noite prata preta desejo senzala escala social cultural anal gavetal dois depois amiga desbotada roupa louca asilo sanatório crematório capitólio pódium médium quórum assembléia geléia morango beatles besuntada penetrada escorregante juventude desplenitude atitude amiúde Daúde Ceará Alencar Mãe senador dor império século fécula substância Peri Ceci Galdino Brasília inquisição Senhora Sanctis poesia talvez amiúde metade cheio saco garrafa torpor ardor otim erê obaluaê dendê azeite Bahia romano torna entorna nero cristão quente peladão lápis pica azeite estica caneta marreta cabeça sangue vermelho inchaço grego platônico erecto operante aberração textual caricatural disforme gorda varizenta angínica mulher brasileira gostosa fogosa depiladinha pele queimada sol fogueira Joana amiga social cultural sepulcral inquisição morta verde acelga salada lírica satírica azul Canudos Bahia tradição decapitação mortos verdes Hulks cinemas poemas cantigas antigas amigas mortas goelas amarelas pus cremes lemes lemes lemes tremes gemes padeces gozas esqueces lembre-se lembre-se lembre-se fórmulas colas provas escolas esmolas esfolas amolas escolas vão indo até que de súbito te aniquilam de vez.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Da Importância da Falta
Hoje foi o meu último dia lecionando no CEFET. Interessante como eu ando sendo seguido por esses engenheiros. Sem querer, comecei a trabalhar com eles a 13 anos atrás. Depois com alunos de engenharia e agora com os projetinhos de. Bem frescos! Fresquíssimos! Uns mimos! Não querem isso, não querem aquilo! Frivolidades mil! Prá eles, o Brasil! E a sua grande demanda de construção de máquinas, circuitos, plataformas, paredes, e d'outras virtuosidades da inteligentsia. Me seguem ogros? Ou será eu o ser ogro a segui-los? Não mesmo! Deve ser a tal providência divina a buscar o equilíbrio das coisas, enquanto o mundo não se explode de vez. Eles se matam tanto, esses engenheiros! A maioria é composta de umas boas pencas de bestas imbecilizadíssimas. Quase nunca me suportam. E agora? Se eu for lecionar Língua Inglesa no norte do Rio? O que se encontra por lá, além de muita água e bobinas zunindo na sua cabeça todo o dia? 15 mil engenheiros brancos e machistas ao redor! Excitante? Nem um pouco! Mas eles têm muito dinheiro e pagam bem. Pelas aulas. O resto são quinze dias por mês de um inferno nirvanesco. É que a sala de aula, mesmo que se pague muito bem, já é pra mim uma penitenciária. Com seus carcereiros, presidiários e chefes de facção. E ainda há toda a facção, com seus membros e faccções oponentes, nas mesmas condições. Gosto mesmo é das rebeliões, mas na última que presenciei, eles se organizavam para a pré-estréia de Harry Potter. Terrorismo perde, né? Mas o mar é uma quebra boa do gelo transcorrido na montanha. Ressabiadíssimo desse pão de queijo, e muito a fim de sentir falta dele estou. Estar a fim de sentir falta de algo é muito bom e útil para se perceber o quão relevante esse mesmo algo é! Amo queijo, mas já não sinto falta dele faz muito tempo! Pudera, tá por aí.!Quero sentir! Falta de flâmulas, de cruzes nos altos, de amar isso aqui radicalmente, de mulher olhando pro chão. Quero sentir falta dessas igrejas insuportáveis em cada rua, chamando seus pecados e desejos a rogarem em vão, quero sentir falta do ar que não sopra no mar. Quero me enfastiar da maresia, fazer fumaça num fim de praia, me deixar levar pela correnteza, só e apenas. Divagar. Quero sentir falta do sino que toca na praça, e dos estranhos que eu saúdo pelas ruas todas as manhãs desse meu curral, dessa minha vilinha. Quero sentir falta de achar que a vida é só essa coisa bestinha!
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